Lô Borges - Lô Borges

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Disco: M (novo e lacrado)

"Limpe o sangue das mãos, você fica bem melhor como está"

"Era uma oficina de criação, uma oficina de criação livre. Vários músicos participaram desse disco, mas eu considero o tripé principal Beto Guedes, Toninho Horta e Nelson Ângelo, que eram os caras, todos eles aqui de Belo Horizonte, que tinham participado comigo ativamente do Clube da Esquina. Eu chegava no estúdio, já estavam todos a postos esperando o que que o Lô ia apresentar hoje [risos] .Porque a música que eu gravava à noite não existia de manhã, entendeu? Era muito surpreendente tudo, uma oficina intuitiva de criação. Eu agradeço muito até hoje a todos os músicos que cooperaram com o Disco do Tênis porque eu era o mais novo de todos e as pessoas foram muito criativas (...)

A gente fazia o arranjo na hora. Eu chegava, apresentava pro pessoal. Todo mundo, muito criativamente, se colocava à minha disposição. Eu era o compositor e ajudava nos arranjos. Por exemplo, na música “Aos Barões”, que o Alex Turner [do Arctic Monkeys] reverenciou pouco tempo atrás, eu falei: “Ô, Beto, você poderia tocar bateria nessa música e não contrabaixo. Deixa o contrabaixo com o Toninho Horta”. Então era um negócio muito louco porque guitarrista tocava contrabaixo, contrabaixista tocava bateria. Foi assim, uma oficina maluca de produção de música. E o mais maluco era eu. O pessoal fala que o disco era psicodélico. Eu era psicodélico, os outros, não sei. Eu era psicodélico porque eu tomava LSD quase todos os dias. Isso influenciou totalmente nas composições. Eu era bem drogado assim na época, era bem junky. Eu tomava LSD e fumava maconha" (Lô Borges - entrevista para a Monkeybuzz)

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